O Perigo de Querer Mudar os Outros: O Foco no Seu Papel
Você tem o hábito de levar os outros nas costas? Acontece de você desejar fervorosamente que uma pessoa se torne exatamente como você gostaria que ela fosse? Você se preocupa demais com o outro, a ponto de sofrer pelo que ele está sofrendo? Se isso lhe parece familiar, este artigo é para você.
É natural querer que as pessoas ao nosso redor estejam bem. No entanto, o ponto de complicação surge quando queremos que os outros sejam aquilo que nós definimos para eles. Isso afeta profundamente nosso bem-estar e a dinâmica de nossos relacionamentos.
A chave, muitas vezes ignorada, é focar no nosso próprio alinhamento para então crescer, em vez de tentar forçar o crescimento alheio.
A Experiência com Empresários de Alta Performance
Trabalhando com terapeutia para empresários e líderes por mais de duas décadas, e mais recentemente atuando junto a eles em palestras e momentos de troca, observei um padrão recorrente nas dores e reclamações desses profissionais de alta performance.
A queixa principal raramente era sobre a falta de vendas ou problemas operacionais diretos. Em vez disso, a dor estava centrada no sofrimento causado pela situação dos outros, seja nos negócios ou na vida pessoal. Muitos expressavam o quanto sofriam porque a empresa vendia menos, ou o quanto se preocupavam excessivamente com seus funcionários, sentindo-se paralisados pela responsabilidade de resolver os problemas de todos.
Essa percepção me fez voltar minha atenção para a necessidade de aplicar meu conhecimento de terapeuta especificamente para esse público de líderes, entendendo a sensibilidade que advém de quem também é empresário.
O Caso do Desejo de Alinhamento Conjugal
Um exemplo claro desse padrão é visto nos relacionamentos conjugais. Muitas vezes, na posição de liderança do negócio ou da vida, nós assumimos o papel de decisores em tudo: nós definimos o que consertar, o que aprovar ou reprovar, o que iniciar ou encerrar. Tomamos decisões fáceis e resolvemos problemas de forma pragmática.
Porém, ao chegarmos em casa, queremos que o cônjuge ou parceiro esteja no mesmo ponto de entendimento, com as mesmas escolhas, ou que siga a mesma direção que nós.
Isso gera uma dicotomia confusa, pois os papéis mudam drasticamente. No trabalho, você é o líder ou decisor; em casa, você é marido, esposa ou parceiro. Você não é a mesma pessoa que é no seu ambiente profissional.
A Necessidade de Treinar o Desapego
Se você tem o costume de empurrar os outros para serem o que você quer que sejam, ou se deseja que alguém alcance algo mais do que essa própria pessoa deseja para si, você precisa treinar o seu desapego e entender seu papel.
Qual é o seu papel?
Seu papel não é obrigar alguém a ser o que nasceu para ser. Seu papel é ser o seu melhor exemplo.
Lembro-me de um caso onde um empresário estava com seus negócios travados. Ele estava forçando um fluxo de crescimento impossível porque queria que sua parceira estivesse no mesmo caminho que ele, sem compreender que cada um tem seu próprio chamado, suas escolhas e seu tempo.
Os Princípios Fundamentais de Relacionamento e Liderança
Existem princípios que, quando aplicados, ajudam a evitar a armadilha de viver a vida dos outros:
* Elogio e gratidão.
* Oração.
* Conexão.
* Conversas saudáveis.
* Capricho.
* Governança: Este é crucial. A governança define qual é o papel de cada um.
Seu papel não é forçar a evolução ou a conquista de outra pessoa. Seu papel é ser você, oferecendo ajuda se for solicitada. Se a pessoa não aceitar, é fundamental respeitar. Seu papel é ser caridoso e compassivo, mas também saber dar limites, dizendo “sim” ou “não” quando necessário.
Viver a vida dos outros nos coloca no chamado “circuito do caos”, que envolve superficialidade, imediatismo, viver a vida alheia e distração. Quando você quer que alguém mude mais do que essa pessoa quer mudar, você está vivendo a vida dela em detrimento do que ela realmente deseja, e isso acaba estragando as coisas.
A Diferença entre Desejar e Carregar
Existe uma distinção fundamental entre desejar o melhor para alguém e alimentar a miséria humana ao levá-la nas costas. Levar alguém nas costas significa fazer pela pessoa aquilo que ela deveria fazer por si mesma. Isso gera grande desorganização, tanto na vida pessoal quanto profissional.
Pense em um time de futebol: se um lateral não cumpre sua função, o atacante sofre. Se o sistema não está organizado e cada função não é cumprida, todo o conjunto é afetado.
Para ter resultados na sua saúde, prosperidade, relacionamentos e conexão espiritual, você precisa estar no seu lugar, fazendo o que compete a você. Você precisa controlar o que pode ser controlado, e isso é sempre sobre você, e não sobre o outro.
Permita que cada um viva sua missão e passe pelos seus próprios aprendizados. Não seja negligente, mas esteja disponível: “Estou aqui, se precisar de mim.” É muito melhor a pessoa pedir sua ajuda do que você forçar essa intervenção.
Perguntas Frequentes
- Como evitar o hábito de querer controlar o futuro dos outros?
Concentre-se em seu próprio papel e nas ações que você pode controlar. Seja um exemplo positivo, mas resista à vontade de forçar decisões ou mudanças que não são de sua responsabilidade. - O que é o “circuito do caos” mencionado?
É um ciclo de superficialidade, imediatismo, distração e viver a vida dos outros, que ocorre quando tentamos forçar resultados ou mudanças em pessoas que não desejam seguir esse caminho. - É possível ser compassivo e ainda assim não carregar os outros?
Sim. A chave é ser caridoso e oferecer apoio, mas estabelecendo limites claros. A diferença está entre oferecer ajuda quando solicitada e assumir a responsabilidade pelas ações alheias. - Qual a importância da governança em relacionamentos pessoais?
A governança, neste contexto, define o papel esperado de cada indivíduo. Entender e respeitar esses papéis evita a confusão de tentar aplicar regras de liderança profissional em dinâmicas familiares ou pessoais. - Por que forçar alguém a mudar é prejudicial?
Isso prejudica o processo de aprendizado da outra pessoa e causa desorganização na sua própria vida, pois você passa a viver em função de desejos que não são seus, gerando sofrimento desnecessário.
Se você deseja continuar aprendendo sobre como alinhar sua vida para crescer, compreendendo os bastidores de quem busca prosperidade e desenvolvimento pessoal com base em um chamado e propósito, entre em contato com a equipe.
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