Assistindo Ela Superar o Ex Enquanto Ele Manda Mensagem “Sinto Falta de Nós” no Palco

Quebrando Padrões de Relacionamento: Autenticidade e Estabelecimento de Limites

Muitas vezes nos encontramos presos em ciclos repetitivos em nossos relacionamentos, sejam eles românticos ou de amizade. Um padrão comum discutido é a alternância entre períodos de relacionamento e separação, que pode durar anos.

Durante os momentos de separação, há um avanço pessoal significativo. É comum sentir que se está progredindo, mantendo a própria integridade (“frame”) e realizando coisas positivas. Contudo, quando a outra pessoa retorna, esse progresso pode ser desfeito, e a pessoa se vê recuando.

A Repulsão pela Expectativa e o Poder do Foco Interno

É fascinante observar como certas dinâmicas se estabelecem. Quando se deseja algo de alguém ou há uma expectativa projetada sobre a outra pessoa, frequentemente essa energia projetada acaba por repelir o indivíduo.

A mudança ocorre quando se volta o foco para si mesmo, entrando no seu próprio “frame de realidade”, focando nas paixões e preenchendo a própria “taça”. Como resposta a essa nova energia, as pessoas sentem essa mudança e podem voltar ou se sintonizar com você energeticamente.

Outro ponto notável é a correlação entre o estado de energia em que nos encontramos e as pessoas que atraímos. Estar em estados de alta energia atrai certos tipos de encontros, enquanto estados de baixa energia atraem outras pessoas, quase como um sincronismo.

O Desafio de Dizer Não e a Busca por Validação Externa

A dificuldade em dizer “não” e em estabelecer limites de forma consistente é um grande obstáculo que faz a pessoa regredir nos seus avanços. A dificuldade em impor limites pode estar ligada à percepção de que o sucesso pessoal está atrelado à outra pessoa, especialmente se ela é vista como bem-sucedida ou uma figura de autoridade.

Essa busca por validação e aprovação é muitas vezes uma necessidade de uma “criança interior” abandonada, que procura externamente o reconhecimento que talvez não tenha recebido na infância. Esse anseio por preencher lacunas emocionais do passado nos leva a procurar nos parceiros aquilo que nos falta, como a aprovação.

É fundamental questionar se essa aprovação e validação buscadas no parceiro realmente existem nele ou se residem no nosso interior.

Limites em Contextos de Risco Percebido

Uma pessoa percebe que é mais fácil estabelecer limites em contextos de “baixo risco”, mas encontra grande dificuldade quando o risco percebido é alto.

No exemplo discutido, um limite colocado sobre conversas específicas (como sobre a filha do parceiro) foi estabelecido porque a pessoa não tinha capacidade emocional para lidar com o assunto. Em contraste, o limite sobre assuntos relacionados ao sucesso profissional do parceiro era percebido como de alto risco.

O medo associado a limites de “alto risco” frequentemente reside na crença de que expressar a verdade sobre os próprios sentimentos ou necessidades pode levar ao abandono ou à rejeição imediata — o medo de que a pessoa “desapareça como em Harry Potter”.

No entanto, foi revelado que, se a outra pessoa realmente se afastasse após a expressão de um limite, isso poderia ser uma boa notícia, pois forçaria o foco de volta ao autodesenvolvimento e ao sucesso pessoal.

A Ilusão da Estamina e a Verdade Sobre o Não

Manter limites pode parecer cansativo ou exigir muita “estamina” quando se está tentando mudar um padrão profundamente enraizado. A pessoa reage a essa crença de dificuldade com um sentimento de derrota.

É importante aplicar o questionamento de autoinquérito (inspirado em Byron Katie) às crenças limitantes:
1. **É verdade?** É verdade que é difícil estabelecer limites? (A resposta imediata pode ser “Sim”).
2. **Você pode saber absolutamente que isso é verdade?** (Ao analisar, percebe-se que os limites que a pessoa respeitou para si mesma foram respeitados pelo outro também. A dificuldade surge nos limites que ela mesma não respeita.)

Conclui-se que **não é que seja difícil estabelecer limites; é fácil em certos contextos e difícil em contextos de alto risco percebido.**

O medo de dizer “não” não é sobre a palavra em si, mas sobre as histórias e narrativas do passado que se unem ao ato de negar, como o medo de rejeição se for dito “não”. Dizer “sim” quando o corpo sente “não” é um ato de autossabotagem e abandono. Dizer “não” de forma autêntica, com paz interior, permite dizer “sim” a novas oportunidades e a pessoas que ressoam com a nova versão de si mesmo.

Dizer “não” a uma dinâmica tóxica é dizer “sim” a um sistema nervoso regulado e ao autocuidado.

O Teste da Vulnerabilidade e o Poder do Foco

Em momentos de vulnerabilidade, expressar sentimentos pode afastar quem não é para você, mas atrair quem está em alinhamento. O espaço deixado pela ausência da energia anterior é um espaço para se conectar com o divino, o universo ou o eu interior.

Ao ser testado após o progresso pessoal, a reação a táticas de manipulação (como as de uma criança querendo doce) é crucial. A tendência é ceder para parar o desconforto imediato, o que, na analogia da criança, é como dar o doce para que pare de gritar, mas acabando por reforçar a energia não saudável.

A verdadeira força reside em manter o limite, mesmo que isso cause desconforto momentâneo. Manter a palavra “não” firme, vinda de um lugar de paz e resolução interior, é o que permite atrair relacionamentos saudáveis onde a co-regulação é possível.

O passo prático de desligar o telefone foi um símbolo poderoso de energeticamente sinalizar a nova disponibilidade para si mesma, o que imediatamente impactou o externo (o outro lado contatou). O novo estado de ser — saudável, forte, poderoso — é o que atrai a verdadeira conexão.

Perguntas Frequentes

  • Como posso saber se estou estabelecendo um limite de forma autêntica?
    Um limite autêntico é aquele que é congruente com o que é real para você e para o qual seu corpo diz “não”, sem que você se sinta obrigado a dizer o oposto por medo de rejeição.
  • O que acontece quando digo “não” para uma pessoa que percebo como bem-sucedida?
    Expressar um limite, mesmo que percebido como de alto risco, força o foco de volta para o seu próprio sucesso e integridade, o que pode ser libertador se a outra pessoa se afastar.
  • Por que sinto que estabelecer limites é cansativo?
    A sensação de cansaço muitas vezes vem da resistência interna e das histórias antigas ligadas ao medo de desaprovação, e não da dificuldade inerente em dizer a palavra “não”.
  • É possível reverter um padrão de relacionamento cíclico?
    Sim, ao focar consistentemente em si mesmo, manter-se no seu “frame” e não ceder aos padrões antigos, você ensina aos outros como podem te tratar e atrai novas energias alinhadas.
  • Qual a melhor forma de lidar com emoções desconfortáveis após um afastamento?
    Permita-se sentir as emoções (tristeza, fraqueza, medo) sem reprimi-las. Esse espaço de quietude é onde a conexão interior e a cura podem começar a se manifestar.