Por Que Você Continua Atraindo Narcisistas? Entenda a Energia Subconsciente e Como Mudar o Padrão
Você já se perguntou por que parece que você continua atraindo pessoas narcisistas para a sua vida? No início, elas podem praticar o *love bombing*, fazendo você sentir que encontrou uma conexão profunda e familiar. No entanto, semanas ou meses depois, você percebe um padrão recorrente que parece assustadoramente familiar. O que antes eram “rosas vermelhas” aos seus olhos, agora você vê como “sinais de alerta” (*red flags*), mas pode levar tempo até que isso aconteça.
Se você está se questionando por que esse ciclo se repete incessantemente, este artigo vai guiá-lo passo a passo pela energia subconsciente que mantém essa atração ativa e como você pode transformá-la completamente para, finalmente, atrair um amor saudável e profundo.
A Raiz da Atração de Narcisistas
Uma das razões principais pelas quais atraímos narcisistas é porque existe algo em nós que precisa ser integrado para que possamos quebrar esse ciclo.
Muitas vezes, ao atrair pessoas controladoras ou narcisistas, questionamos por que isso acontece repetidamente. O ponto de virada acontece quando você se torna consciente de que existe uma lição específica ou um aspecto a ser integrado relacionado àquela pessoa. Ao aprender essa lição, o padrão é quebrado.
A pergunta central é: O que você pode aprender com um narcisista ou pessoa controladora?
Basicamente, é preciso identificar o que está sob a superfície que você tolera e que mantém essa pessoa em sua vida. Esse padrão está guiando você a:
- Ficar em pé por si mesmo?
- Expressar seus verdadeiros sentimentos?
- Estabelecer limites claros com o outro?
- Caminhar na ponta dos pés em relação ao amor.
- Ser o cuidador constante.
- Ser a pessoa que adiciona valor ao outro.
- Aprender a **abraçar a tensão** que surge ao expressar necessidades e autenticidade.
- Compreender que expressar o que é autêntico não exige que você “conserte” a reação do outro ou se sinta responsável pela estabilidade emocional dele para se sentir seguro.
- Seu impulso de ser a pessoa “boa” ou tolerante, buscando a familiaridade da energia da infância.
- O pagamento subconsciente que você recebe ao ser o “bom menino/boa menina”, tentando consertar a figura parental através do parceiro.
- O que significa “alimentar a moldura” (*feeding the frame*) de um narcisista?
Significa reagir emocionalmente ou dar a atenção que a pessoa busca em um conflito, o que valida o controle dela sobre a situação e a mantém engajada. - Por que a familiaridade com um padrão traumático nos faz atrair pessoas narcisistas?
O subconsciente busca o que é conhecido. Se a dinâmica de andar em ovos e gerenciar emoções alheias era o padrão na infância, o cérebro a interpreta como a forma “normal” de se conectar e buscar segurança. - Como a assertividade se relaciona com o rompimento do ciclo?
A assertividade, que envolve expressar necessidades e estabelecer limites sem reagir à tensão gerada, é o oposto da tolerância passiva que alimenta o comportamento controlador. - É possível que a atração por narcisistas seja uma busca inconsciente por suprimento?
Sim. Em alguns casos, a pessoa pode inconscientemente buscar um “payoff” ao se posicionar como a vítima tolerante ou o “bom” que tenta consertar o outro, replicando dinâmicas familiares. - Qual é a primeira etapa para mudar a energia de atração?
O primeiro passo é tomar consciência de qual aspecto do comportamento do narcisista reflete uma parte de si mesmo que foi rejeitada ou não integrada (como a própria capacidade de ser assertivo ou estabelecer limites).
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Tiptoeing e Habilitação do Narcisismo
Muitas pessoas, subconscientemente com medo de um narcisista, acabam “pisando em ovos” (*tiptoeing*) ao redor dele. Isso as leva a um jogo onde continuam habilitando o comportamento narcisista da outra pessoa.
Pense nisso: se alguém tivesse um estilo de apego saudável, se sentisse seguro e tivesse alta autoestima, essa pessoa veria os sinais de alerta de alguém narcisista e controlador imediatamente.
No entanto, se na infância você viu esses sinais de alerta como algo familiar — como rosas vermelhas —, você tenderá a ver a mesma dinâmica na outra pessoa como algo que o atrai.
O motivo pelo qual você interpreta sinais de alerta como rosas vermelhas é que, subconscientemente, você acredita que, para estar em conexão, é preciso:
Ao se tornar consciente de que essa é a energia em que você está vivendo, que pode parecer familiar, você começa a identificar onde está sua oportunidade de crescimento.
O Papel da Familiaridade: Uma Experiência Pessoal
Para muitos, essa atração por energias controladoras é um padrão subconsciente estabelecido há muito tempo. No caso pessoal de quem compartilha esta reflexão, o padrão foi estabelecido entre os 7 e 17 anos, vivenciando uma madrasta narcisista e controladora.
O difícil de perceber era que havia algo a aprender com essa experiência. Muitos reagem pensando que a lição é tolerar o comportamento, mas não é bem assim. A oportunidade de crescimento envolve ver o que você poderia ter aprendido com aquela pessoa e, crucialmente, qual parte de si mesmo você não estava integrando.
Quando o divórcio ocorreu, o contato com a madrasta controladora cessou. No entanto, uma parte subconsciente ainda se sentia familiarizada com o ato de “pisar em ovos” ao redor de pessoas com expectativas muito altas, ou até mesmo sentia falta dessa dinâmica, pois parecia “normal”.
O resultado disso era atrair figuras de autoridade controladoras, como chefes ou ex-namoradas ciumentas e controladoras. Havia uma sensação interna de estar sempre fazendo algo errado ou de ser “demais”, ecoando a repressão de personalidade vivida na adolescência.
Integrando a Sombra e a Tensão
O que essa experiência permitiu aprender foi como se posicionar e perdoar — tanto a ex-madrasta quanto o pai por permanecer na relação não recíproca.
O aspecto que mais chamava a atenção na ex-madrasta era uma energia de controle e assertividade que se manifestava como **intrusão**. Ela forçava suas vontades. O que foi rejeitado internamente foi a própria capacidade de ser assertivo, de se impor e de ir embora quando necessário. Observar o pai permanecer em uma relação não saudável ensinou uma tendência a tolerar energias não saudáveis por tempo demais.
A oportunidade de crescimento, nesse cenário, era aprender a **abraçar a emoção desconfortável de se expressar**, mesmo que isso gerasse tensão na outra pessoa. A tensão gerada pela sua expressão não é algo que você precisa gerenciar.
Historicamente, havia uma necessidade de gerenciar o sistema nervoso de outros, sintonizando-se com eles e perguntando: “Quem eu preciso ser para que eles se sintam bem?”. A lógica subconsciente era: “Se eles estiverem bem, talvez eu possa ficar bem”.
A lição extraída de interações com narcisistas ou pessoas controladoras é:
Narcisismo Saudável vs. Padrão de Trauma
É importante notar que todos nós temos traços narcisistas em algum grau. O que chamamos de confiança é, em essência, uma forma de narcisismo saudável.
No desenvolvimento infantil, por volta dos dois ou três anos, aprendemos a palavra “não” e o conceito de “meu”. Essa é uma etapa saudável do desenvolvimento. O problema surge quando, na vida adulta, reagimos a um comportamento manipulador (que pode estar preso em um estágio de sobrevivência de 2 anos) da mesma forma que reagiríamos a uma criança mimada: argumentando.
Quando você argumenta com alguém que está manipulando o ambiente para conseguir o que quer, você está, essencialmente, “alimentando a moldura” (*feeding the frame*) da pessoa — dando a ela o que ela busca: sua reação. Isso a faz se sentir no controle.
Imagine, em vez disso, manter a calma interior e escolher não direcionar sua energia para aquela interação reativa.
Um exemplo prático ilustra isso: se você não internaliza o “não” de uma criança de 2 anos como um problema pessoal, por que internalizar a reação de um adulto preso em um padrão de trauma?
Quebrando o Ciclo: A Importância de Não Alimentar a Moldura
Ao observar um narcisista em ação, percebemos que eles se alimentam da sua reação. Se você reage, você está alimentando a “moldura” deles e dando-lhes um centro de gravidade para se apoiar, o que confirma que eles estão no controle.
Se você escolhe não reagir, mantendo-se calmo internamente, você quebra essa dinâmica. Como visto no exemplo de um pai que se manteve impassível enquanto a ex-parceira o confrontava em um consultório de terapia, a pessoa controladora, ao não receber a reflexão ou o controle, frequentemente se retira rapidamente.
O ponto crucial é: não confunda o padrão de trauma com a pessoa. Embora existam debates sobre a capacidade de cura do narcisista, é possível reconhecer os diferentes graus desses traços em nós mesmos e integrá-los. O crescimento acontece quando você reconhece:
Onde está sua oportunidade de se posicionar diante da tensão? Onde está a chance de se defender e se expressar?
Muitas vezes, a liberdade surge ao simplesmente observar a resposta do outro sem reagir ou reagir de forma menos intensa, mantendo-se firme em sua própria realidade.
A atração de um narcisista ou controlador pode ser vista como a sua “caixa de segurança” familiar — não segura de verdade, mas conhecida. A liberdade real começa quando você reconhece que o *payoff* dessa familiaridade é o que o mantém preso. O próximo nível de crescimento exige que você se mova em direção à tensão e ao perdão pelo passado, abraçando o aspecto da sombra que por muito tempo foi evitado.
Perguntas Frequentes
Para desenvolver técnicas que transformarão sua energia de dentro para fora e o ajudarão a se sentir seguro internamente, compreendendo profundamente a lição que esses padrões trazem, explore as ferramentas disponíveis sobre a técnica de moldura (*frame technique*).
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