Se você está tentando seguir em frente, mas ainda se sente preso, assista a isto

Você já se perguntou por que, quanto mais você tenta se desapegar de alguém, mais apegado você se sente? E por que, justamente no momento em que você se desliga energeticamente de uma pessoa e, literalmente, não se importa se ela responde ou não, a energia dela retorna para você?

Entender a dinâmica energética por trás desses fenômenos transforma completamente a maneira como você se posiciona no mundo. Quando você começa a compreender por que está subconscientemente apegado, a verdadeira liberdade se inicia.

A Experiência Transformadora no Evento ao Vivo

Em um evento recente, uma pessoa buscou ajuda por ter grande dificuldade em se desapegar de alguém em sua vida — alguém que era inconsistente e não a procurava. Trabalhei com ela no local, fazendo-a “romper energeticamente” comigo, assumindo eu o papel da pessoa em questão. À medida que ela assumiu essa energia, ficou firme nesse enquadramento e mudou essa energia de dentro para fora, sua própria energia se transformou completamente.

O irônico é que, 20 minutos após essa interação, ela recebeu uma enxurrada de ligações e mensagens da pessoa com quem havia perdido o contato, incluindo uma mensagem dizendo: “Eu sinto falta de nós”.

Isso aconteceu momentos depois de ela se libertar energeticamente da situação. Este é um ótimo exemplo de como a energia funciona. Muitas vezes, as pessoas questionam se essas dinâmicas realmente funcionam, mas ver isso em ação prova o contrário.

Isso demonstra que, ao trazer a energia de volta para si e obter clareza interna sobre o que aquela pessoa representa para você, sua energia muda de verdade. Você percebe que a dificuldade em deixar essa pessoa ir reside no fato de que ela se tornou familiar a uma narrativa interna, um eco de uma história passada da sua infância.

Muitas vezes, manter-se apegado a essa pessoa é uma maneira de evitar uma emoção que está sob a superfície. A esperança gerada por essa conexão permite que você não sinta algo que tem evitado. Ao acessar e tomar consciência dessa energia interna, tudo começa a mudar.

Vulnerabilidades Pessoais e a Raiz do Apego

Compartilharei aspectos vulneráveis da minha própria vida para explicar por que foi difícil para mim me desapegar de certas pessoas no passado. Vou detalhar as transformações internas que me permitiram finalmente me libertar e retomar minha energia, aprendendo o suficiente para continuar atraindo conexões profundas.

Vou mostrar o passo a passo para que você tenha insights semelhantes, permitindo que sua vida se transforme de dentro para fora. Assim, você deixará de projetar essa energia para fora, em vez de usar o “deixar ir” como um mecanismo de defesa. Em vez disso, você reconhecerá o que essa energia realmente representa, trazendo-a de volta para si. Ao fazer isso, você mudará a forma como interage com os outros e consigo mesmo, desenvolvendo uma relação completamente diferente com o desapego e com sua conexão espiritual.

A primeira vez que percebi que estava realmente apegado a alguém foi devido à profundidade da história que existia ali, uma conexão espiritual tão intensa que me fez questionar: “Será que encontrarei esse nível de conexão em outra pessoa?”. Essa pessoa acabou sendo colocada em um pedestal, vista como a outra metade da alma ou uma conexão profunda. Se as coisas não funcionassem, eu pensaria: “Pelo menos eu tive minha chance.”

Uma das maiores mudanças ocorreu quando entendi que havia um apego ali, e que esse apego vinha de colocar minha sensação de realização fora de mim, na outra pessoa. A liberdade veio quando percebi que o apego não era apenas àquela pessoa, mas sim a um padrão subconsciente enraizado na infância. A conexão entre a pessoa e a energia que ela representava para mim, ecoando sentimentos da minha mãe, foi uma grande revelação.

Eu costumava focar toda a minha consciência e energia neles, querendo que eles viessem até mim, querendo “consertá-los” para que me amassem e não me deixassem. Essa mentalidade de “fixar” era muito parecida com o padrão de infância que desenvolvi.

Quando bebê ou criança pequena, minha mãe estava passando por um processo interno difícil (a perda de seu próprio pai), e eu, querendo o amor e a aprovação dela, me perguntava: “Quem eu preciso ser para acalmar a mamãe? Como posso fazê-la sentir de um jeito que ela possa suprir minhas necessidades?”. Anos depois, após meu despertar espiritual, me vi em um relacionamento onde eu sentia que precisava “consertar” o outro. Essa pessoa também passava por uma transformação espiritual profunda, mas sentia-se desorientada. Eu projetava nela que estava “quebrada”, incapaz de se ajudar. Eu me via na posição de precisar salvá-la para que pudéssemos nos conectar em um nível energético semelhante.

O desafio era que eu estava projetando nela uma necessidade de ser o “fixador”, o “bom moço” que sustenta o espaço. Isso, ironicamente, diminuiu a polaridade e a conexão. A grande epifania foi perceber que eu era o denominador comum.

Muitas pessoas em despertar espiritual podem cair na armadilha da grandiosidade: “Eu estou desperto, os outros não estão.” Isso justifica não se conectar profundamente, pois o outro não está fazendo o “trabalho interno”. Isso me coloca em uma posição segura, onde não preciso ser vulnerável.

Nesse relacionamento, eu projetava essa energia de “coach”, pois isso era seguro. Isso, naturalmente, diminuiu a conexão. Percebi que eu estava criando uma codependência, disfarçando-a como amor profundo. Eu estava mais apaixonado pela sensação de ser necessário e pelo padrão de codependência, que parecia familiar e correto.

Assumir a responsabilidade e o fardo de “acordar” essa pessoa era o meu papel conhecido. A conexão estava ligada ao padrão de satisfazer minhas necessidades sendo um “fixador”, o bom moço que segura o espaço.

O Conceito de Emago e Padrões Inconscientes

O que transforma tudo é a consciência sobre o que atraímos. Esse conceito subconsciente muda a forma como filtramos relacionamentos. Ele é chamado de Emago, que é semelhante a uma imagem. Seu Emago consiste nas características positivas e negativas de sua mãe e seu pai que mais o afetaram.

Naturalmente, você atrai para sua vida pessoas com traços semelhantes aos desses pais em dinâmicas românticas. Mesmo quando achamos que não temos conexão com alguém, é possível que seu subconsciente esteja sobrepondo seu Emago — a imagem idealizada (positiva e negativa) do parceiro que você construiu com base nos seus pais.

Você sente química e conexão profunda com pessoas que possuem um forte overlap com seu Emago. É por isso que parece que você conhece essa pessoa há anos no primeiro encontro: ela se encaixa na imagem subconsciente que você carrega.

Ao se tornar consciente dessa parte de você, você percebe quais são as necessidades não atendidas, as emoções e os gatilhos relacionados às pessoas com quem você se relaciona. Você pode começar a rastrear essa energia até a infância, tirando o foco da história de que “tudo é culpa deles” e percebendo que o problema não era sua responsabilidade resolver.

No meu caso, percebi que não precisava provar meu valor a ninguém. Essa consciência me libertou. Ao aceitar que não precisava controlar o que os outros pensavam de mim, a dinâmica energética mudou. Isso me permitiu retomar minha energia e parar de projetar minhas necessidades.

A chave é entender a emoção que você está evitando ao se agarrar à esperança de que o relacionamento funcione. Para mim, era a vergonha; a crença de que eu era “quebrado” ou que havia algo errado comigo. A cura para a vergonha é a expressão, compartilhar essa vergonha com outra pessoa.

Eu tinha um padrão onde, para evitar a vergonha, eu me esforçava para “ser o suficiente”, o que se manifestava como grandiosidade (como ser um coach que “conserta” os outros). Isso era uma máscara para a vergonha. A liberdade surge quando você se permite ser, simultaneamente, indigno e digno. A dignidade é um conceito; um bebê, por exemplo, simplesmente *é* digno, sem precisar provar nada. Tentamos provar nossa dignidade para evitar sentir a vergonha da indignidade.

Ao internalizar que não preciso convencer ninguém, parei de atrair pessoas excessivamente controladoras. Percebi que as características que eu resistia nos outros (controle, manipulação) refletiam partes não integradas de mim mesmo. Se eu temia tensão, atraía pessoas cuja tensão eu precisava “mitigar”, o que se tornava um fardo familiar.

Quando comecei a integrar essas partes de mim — como a capacidade de dizer “não” e não sentir a necessidade de “consertar” — as pessoas controladoras pararam de aparecer. Em vez disso, vi padrões de controle mais sutis, mas o mais importante: eu parei de confundir essa dinâmica com conexão.

Tudo na minha vida mudou quando comecei a focar a energia dentro de mim, em vez de tentar provar meu valor. A epifania final foi perceber que não era minha culpa que minha mãe (aos três anos) não pudesse estar presente emocionalmente devido ao seu próprio luto, ou que meu pai tivesse atraído uma madrasta controladora. Reconhecer que essas experiências passadas não eram culpa minha foi incrivelmente poderoso.

O trabalho interno com a criança interior é fundamental. É lá que reside a energia e a consciência que você busca em outras pessoas. Ao reivindicar esses padrões e essa energia, você retoma o controle. O desapego se torna mais fácil porque você não tem mais medo de sentir a emoção que estava escondida sob a distração do apego.

Perguntas Frequentes

  • Como o apego energético se manifesta no desejo de deixar alguém ir?
    O apego energético se manifesta como um esforço intenso para se libertar, o que ironicamente intensifica o sentimento de ligação. A energia não liberada cria um laço contínuo.
  • O que é o “Emago” e como ele afeta a atração de parceiros?
    O Emago é uma imagem subconsciente formada pelas características positivas e negativas de seus pais. Você tende a se sentir atraído por pessoas que ressoam com esses traços parentais, buscando familiaridade emocional.
  • Por que é tão difícil se desapegar de alguém quando sentimos que essa pessoa pode realizar nossas necessidades internas?
    A dificuldade surge porque o apego serve como uma distração para evitar sentir emoções profundas não resolvidas, muitas vezes ligadas à vergonha ou a carências da infância, como a necessidade de ser aceito ou de “consertar” o outro.
  • É possível se sentir ao mesmo tempo “digno” e “não digno”?
    Sim. A “dignidade” é um conceito aprendido que tentamos provar. A criança interior, por outro lado, simplesmente *é*, sem o peso desses rótulos. A liberdade vem ao aceitar a dualidade sem a necessidade de provar a própria valia.
  • Qual é o papel da vergonha no ciclo de apego?
    A vergonha é a crença de que há algo fundamentalmente errado consigo. Para evitá-la, as pessoas se apegam a esperanças ou padrões de relacionamento (como ser um “fixador”) que mascaram essa sensação de estar quebrado.

Se você deseja ver em tempo real como alguém retoma sua energia e como essa mudança impacta o outro — resultando em um contato inesperado —, procure o relato de uma sessão ao vivo onde uma pessoa se desapegou energeticamente no palco e, momentos depois, recebeu uma mensagem do ex-parceiro dizendo “Eu sinto falta de nós”. Esse material demonstra como o redirecionamento da energia transforma a realidade.