A Grande Ilusão da Sociedade: Tudo Está Normal Após a Covid

A pandemia de Covid-19 causou um impacto profundo no mundo. Para muitas pessoas, a vida seguia normalmente até que, de repente, uma crise se instalou. As mudanças foram abruptas: surgiram lockdowns, obrigatoriedade de máscaras, restrições de viagem, e empresas e funcionários enfrentaram dificuldades para se adaptar às novas políticas. Muitas empresas faliram, o distanciamento social foi imposto, levando a separação e isolamento, além de conflitos interpessoais generalizados.

Houve também a imposição de mandatos de vacinação, forçando as pessoas a passarem por experiências onde sentiram que não tinham controle sobre seus próprios corpos. Houve mortes e censura. As pessoas foram inundadas com informações conflitantes, e essa lista de desafios não para de crescer. O mundo mergulhou em um sofrimento extremo. As pessoas foram consumidas pela incerteza, confusão, medo e solidão, perdendo a sensação de controle sobre suas vidas.

Pode-se pensar que superamos tudo isso, que a vida voltou ao normal cinco anos depois. No entanto, a realidade é que isso é uma das maiores manipulações que ocorrem na sociedade globalmente. A experiência humana e a sociedade não voltaram ao normal após a Covid. Este artigo visa desmistificar essa ideia, abordando a situação ponto a ponto.

Os Impactos Duradouros da Crise

1. Não Existe um “Pós-Covid”

A ideia de um “pós-Covid” não se aplica, pois as pessoas só se tornam plenamente conscientes da possibilidade de algo ruim acontecer quando o vivenciam diretamente. É semelhante a ser alertado sobre tubarões na água: a ameaça se torna real após uma experiência direta. A partir desse momento, vive-se com um potencial negativo subjacente, o que torna a experiência de vida diferente e, muitas vezes, pior.

Para quase todos, os eventos ocorridos durante a pandemia foram inimagináveis antes de acontecerem. Mas agora, como todos experimentaram, a possibilidade de que algo semelhante ocorra novamente é uma realidade com a qual se convive. Pode-se considerar isso a fundação de um caso coletivo de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) social. Isso torna a vida no mundo uma experiência muito diferente e, sim, pior.

2. A Captura de Poder Oculta

Durante a crise da Covid, algo maior estava acontecendo por baixo: uma enorme tomada de poder. A Covid foi usada como ferramenta e politizada através do medo, uma tática comum em um jogo de poder que estava em curso, mas que a maioria das pessoas não percebeu até então. Esse jogo pode ser comparado a um grande e, infelizmente, muito real jogo de Risco.

O mundo caiu sob o controle de indivíduos selecionados e das corporações que eles controlam. Esses indivíduos são obcecados por poder e não têm os melhores interesses das pessoas em mente. Isso gerou uma luta de poder moderna, algo que se acreditava pertencer apenas ao passado, e está sendo jogada de forma estratégica e perigosa com a vida dos cidadãos. É um jogo tão confuso quanto as intrigas de uma corte real, envolvendo táticas tanto abertas quanto secretas.

Parte desse jogo envolve dizer às pessoas que tudo está voltando ao normal, que há mais liberdade e inovações tecnológicas revolucionárias a caminho. Alega-se que os horrores do passado, como perseguição de grupos, ditaduras e guerras, são lições aprendidas. Contudo, a verdade é que pouco foi aprendido, e estamos, na realidade, caminhando para repetir a história e recriar os pesadelos que pensávamos pertencer apenas ao passado.

A maioria das pessoas sente essa realidade e percebe o jogo de poder que está sendo jogado acima de suas cabeças. Elas sentem que as coisas não estão bem, como se estivessem percebendo uma guerra encoberta, sentindo perigo em todos os lugares. Elas simplesmente sucumbiram ao viés da normalidade, que é um fenômeno real no mundo atual. Não importa se a Covid é o foco principal do jogo agora; essa luta pelo poder não só continua, como está se intensificando. A incerteza sobre o futuro político do mundo está em um nível altíssimo, fazendo com que o mundo não pareça um lugar bom.

3. A Experiência com o Controle Governamental

Independentemente de uma pessoa ter apoiado ou não o controle governamental durante a crise, é inegável que a maior parte do mundo teve seu primeiro vislumbre de como o controle governamental pode se manifestar. As pessoas descobriram rapidamente que o governo, ou qualquer autoridade, pode simplesmente decretar algo que coloca os cidadãos à mercê, independentemente de ser considerado do seu interesse ou não.

Muitas pessoas sentiram como é ter uma autoridade, como um governo, jogando um jogo de soma zero contra elas. Isso fez com que as pessoas sentissem que controle, liberdade e ter voz são, na verdade, ilusões. Até mesmo aqueles que acreditavam que o governo deveria ter sido mais rigoroso para manter todos seguros sentiram-se negativamente à mercê de seus governantes.

O resultado foi uma grande divisão entre as pessoas e as figuras de autoridade, especialmente entre o povo e seus governos. Essa divisão não pode ser subestimada. Durante os tempos de Covid, a coletividade perdeu a confiança nas autoridades e no governo. Viver sob um governo que não se confia e que se sente capaz de agir contra os melhores interesses das pessoas, em vez de a favor deles, causa um grande sofrimento psicológico.

4. O Sentimento de Impotência Percebida

A Covid levou as pessoas a um estado de impotência percebida, onde sentem que não têm controle sobre suas experiências de vida, especialmente quando coisas ruins acontecem com elas. Isso gerou medo e uma certa apatia em muitas pessoas. Muitos sentem que não vale a pena se esforçar muito para conseguir o que querem ou construir algo em suas vidas se tudo pode desaparecer em um momento sem luta.

Essa impotência percebida ocorreu por várias razões. Primeiramente, as pessoas foram pegas de surpresa pelo evento todo. Em segundo lugar, muitos sentiram que não tinham controle algum sobre um microrganismo que poderia prejudicá-los ou matá-los. Em terceiro lugar, as medidas de controle impostas pelos governos a empresas e indivíduos, juntamente com as dolorosas consequências, criaram um estado de ser muito doloroso, onde a pessoa sente que não tem controle sobre sua própria vida.

Isso é um estado de ser muito doloroso para se viver. Cinco, as pessoas perderam a confiança.

5. Perda de Confiança em Diversas Esferas

Muitas pessoas no mundo hoje não confiam em nada. Já foi explicado como a Covid levou à perda de confiança no governo, mas não foi só isso. As pessoas perderam a confiança na mídia, em médicos, em empresas, em escolas, em amigos, em familiares, em vizinhos, em seus próprios corpos e no universo, ou no que alguns chamam de Deus. A crise da Covid foi uma crise de sentir que não se podia confiar em nada para agir em prol dos melhores interesses. Essa confiança nunca retornou. O resultado é que a humanidade está em um estado de desconfiança muito profundo.

6. Intensificação das Personalidades Protetoras

Devido a todos esses pontos mencionados, a Covid levou a humanidade a desenvolver personalidades protetoras mais extremas. Todos nós temos aspectos de nós mesmos, ou lados de nossa personalidade, responsáveis por nos manter seguros. Adaptamos esses aspectos a inseguranças específicas em nossas vidas. No entanto, nossas personalidades protetoras visam apenas nossa própria segurança e interesses.

Por causa disso, e pela forma como se manifestam no mundo, elas criam mais insegurança para outras pessoas. Isso leva a uma espiral onde a personalidade protetora de uma pessoa aciona a personalidade protetora de outra, especialmente quando ocorre uma grande insegurança, como a crise da Covid. Esse processo foi amplificado enormemente, e logo estaremos vivendo em um mundo profundamente inflamado, onde todos estão tentando se proteger de tudo e de todos os outros.

Desde a Covid, as pessoas estão presas em suas personas protetoras, e o mundo se tornou um lugar muito mais áspero, frio, doloroso e narcisista por causa disso.

7. Mergulho na Incerteza

A Covid fez com que as pessoas mergulhassem profundamente na incerteza, que é algo extremamente doloroso para a psique humana e para todo o sistema humano. A própria crise veio com tanta incerteza: não saber o que era certo ou errado fazer, não saber se se tinha a informação correta, não saber por quanto tempo os lockdowns durariam, não saber se as pessoas ficariam bem ou não, se viveriam ou morreriam, como as coisas terminariam, se veriam novamente as pessoas de quem foram separadas, se teriam segurança no emprego, ou se a crise teria um fim.

Não se sabia se a vida voltaria ao normal ou não. A crise da Covid tornou o amanhã totalmente incerto. Isso resultou em pessoas sentindo nenhum controle sobre o futuro e como se não pudessem planejar para ele. Agora que a humanidade passou por uma experiência como essa, o que ela aprendeu é que pode ser surpreendida por algo ruim a qualquer momento. Isso faz com que o futuro pareça muito incerto para todos que vivem hoje, e de uma maneira muito ruim. As pessoas estão presas na angústia dessa incerteza. Muito poucas pessoas têm certeza de que o futuro será bom. Viver com esse tipo de incerteza, e para muitos, até com um certo pessimismo sobre o futuro, é atormentador.

As pessoas no mundo hoje estão lidando com essa dor psicológica/emocional de muitas maneiras prejudiciais.

8. Impactos Macroeconômicos

A Covid teve grandes efeitos na economia, algo que nem sempre é discutido. As pessoas não percebem o quanto a Covid foi um “bomba” para a economia. Foi amplamente devastador para a economia global, resultando em recessão, desemprego e inflação. As vidas financeiras de algumas pessoas, especialmente aquelas que trabalhavam em setores diretamente afetados pelas medidas da Covid, foram completamente destruídas. A recuperação econômica, e muito menos o crescimento, tem se mostrado muito difícil de alcançar.

9. Distorção da Percepção do Tempo

A Covid distorceu o senso de tempo das pessoas. Durante a crise, a experiência foi como um grande borrão, algo que se assemelha à forma como o trauma é frequentemente vivenciado. Isso foi agravado pelo fato de que muitas das coisas que permitem a uma pessoa rastrear e se relacionar com o tempo – como rotinas, mudanças, ou o ato de entrar e sair de um trabalho, ou celebrar feriados – desapareceram repentinamente.

Essa surrealidade, que francamente ainda não desapareceu totalmente, desorientou as pessoas. A Covid afetou negativamente cada maneira pela qual um ser humano se relaciona com o tempo. Essa distorção do tempo implica problemas de memória, o que as pessoas ainda estão experimentando.

10. Ruptura da Conexão Humana

A Covid não aproximou as pessoas; ela rompeu a conexão humana e os relacionamentos. Os seres humanos são uma espécie relacionalmente dependente e possuem necessidades de dependência. A crise da Covid destruiu as pessoas por causa disso. Desde o conflito interpessoal que causou até a perda de relacionamentos, passando pelo isolamento social, quarentena e distanciamento social, o medo da proximidade com o outro levou as pessoas a se sentirem profundamente solitárias, desligadas e desconectadas.

Isso fez as pessoas temerem umas às outras, diminuiu o apoio social e afetou negativamente a forma como as pessoas iniciam relacionamentos. Também afetou negativamente o desenvolvimento social das crianças e normalizou a interação via tecnologia em vez de pessoalmente. A Covid foi socialmente traumatizante. Tornou os relacionamentos piores e as pessoas piores em se relacionar. Agora, as pessoas precisam integrar e se curar de todo esse trauma, encontrar uma maneira de se reunir.

Devido a todo esse trauma, as pessoas estão em um estado de saúde mental muito pior. As taxas crescentes de ansiedade, depressão, estresse, TEPT, suicídio e outras formas de sofrimento emocional persistem no mundo atual. A Covid também piorou a desigualdade ao diminuir muitas das disparidades existentes em termos de gênero, mercado de trabalho, acesso à saúde, economia e raça. Isso também diminui o senso das pessoas de estarem bem mental e emocionalmente no mundo.

11. Reação Contra a Globalização

A Covid contribuiu para uma grande reação contra a globalização, criando um movimento consciente e inconsciente em direção ao nacionalismo. Isso levou países, governos e cidadãos a erigirem barreiras e separações entre si e os outros. Coisas como multilateralismo, troca de bens comerciais, viagens, intercâmbio de ideias e imigração estão sob um crescente aperto. Isso está mudando a experiência humana na Terra de muitas maneiras realmente negativas.

Como em tudo, em um mundo de contrastes onde os positivos vêm dos negativos e vice-versa, há positivos que surgiram da crise da Covid. Isso poderia ser um tópico de discussão separado, e alguns indivíduos experimentaram mudanças positivas em suas vidas durante esse período. Mas se você sente que as coisas deram errado em 2020 e não voltaram ao normal, pare de se perguntar se está louco. Você não está louco; você está apenas vivendo na grande manipulação de hoje.

Perguntas Frequentes

  • Como a pandemia afetou o senso de tempo das pessoas?
    A pandemia distorceu a percepção do tempo, fazendo com que o período fosse vivenciado como um borrão, semelhante a uma experiência traumática, devido à ausência de rotinas e marcos temporais, resultando em problemas de memória.
  • O que a crise causou em termos de confiança social?
    A Covid resultou em uma perda generalizada de confiança nas autoridades, governos, mídia, médicos, amigos, família e até mesmo no próprio corpo, deixando a humanidade em um estado profundo de desconfiança.
  • Por que as pessoas desenvolveram personalidades mais protetoras?
    A crise levou ao desenvolvimento de personalidades protetoras extremas como um mecanismo de adaptação à insegurança percebida, fazendo com que as pessoas se voltassem para a autoproteção e, consequentemente, gerassem mais conflito com os outros.
  • É possível afirmar que a Covid foi um evento de captura de poder?
    Sim, foi usado como ferramenta e politizado pelo medo, facilitando uma tomada de poder por indivíduos e corporações que não priorizam os melhores interesses da população.
  • Qual o impacto da crise na saúde mental coletiva?
    O trauma da crise resultou em piores condições de saúde mental, com aumento nas taxas de ansiedade, depressão, estresse, TEPT e suicidabilidade.