A Maneira Mais Eficaz de Proteger Sua Energia de Pessoas Drenantes

O Verdadeiro Custo de Ser um “People Pleaser”: Como a Autenticidade Transforma Sua Energia

Muitas pessoas se sentem esgotadas pela convivência com outros indivíduos em suas vidas ou ao sair em público. A reação comum é acreditar que são as outras pessoas que estão drenando sua energia. É comum ouvir frases como: “Eu tenho uma energia muito sensível e, ao estar perto de pessoas, consigo sentir tudo o que os outros sentem.”

No entanto, e se o problema não for apenas absorver a energia alheia? E se a verdadeira causa do seu esgotamento for a falta de permissão para ser quem você realmente é quando está perto de certas pessoas?

A Diferença entre Estar com Amigos e Estar em um Contexto Estressante

Reflita por um momento: existem pessoas com quem você se sente à vontade para ser você mesmo, sentindo-se energizado e vivo. Geralmente, chamamos essas pessoas de melhores amigos, pois é com elas que você se permite ser autêntico.

Em contrapartida, há outras pessoas em sua vida perto das quais você se sente drenado. Pode ser um grupo em público, ou pessoas com personalidades mais “agressivas” ou exigentes. Nesses momentos, a sensação de cansaço surge.

Mas, e se um dos principais motivos desse esgotamento for a percepção de que você não pode ser seu “eu” verdadeiro?

Você pode começar a se sentir pressionado a não causar tensão nos outros, o que o leva a performar como outra pessoa. Você passa a agradar, a tentar ser perfeito ou a tentar “consertar” a si mesmo para ser aprovado, aliviar o desconforto ou se sentir seguro dentro do seu próprio corpo.

A Transformação Começa de Dentro para Fora

E se você pudesse transformar essa energia de dentro para fora, dando a si mesmo a permissão para ser a versão mais autêntica de si mesmo? E se, ao fazer isso, você finalmente fosse respeitado e parasse de absorver a energia dos outros, transformando completamente sua própria energia?

Ao abandonarmos a nós mesmos, estamos drenando nossa própria energia. Assumir a responsabilidade pela forma como os outros pensam sobre nós também é exaustivo.

Se você é um *people pleaser* – alguém que, desde a infância, decidiu que seu papel era agradar os outros para obter validação, aprovação ou para aliviar a tensão alheia – você inevitavelmente se sentirá esgotado e continuará abandonando a si mesmo e assumindo a responsabilidade pelo bem-estar emocional dos outros.

Muitas vezes, quem age assim na vida adulta tomou essa decisão inconscientemente na infância, talvez como uma estratégia para agradar um pai ou mãe crítico ou difícil de satisfazer. Essa decisão moldou um padrão: “Eu serei assim” – e, com isso, você aprendeu a não nutrir sua autenticidade e vulnerabilidade.

Quando você se esforça para agradar, a crença é que receberá validação e aprovação externas. No entanto, a validação profunda que a criança interior anseia é a aprovação de si mesmo.

Pense nisso: com as pessoas em quem você pode ser você mesmo, você se sente mais energético. Isso acontece porque você se permite ser autêntico. Com aqueles que causam dreno, você sente a obrigação de viver de acordo com as altas expectativas deles, acreditando que só será “suficiente” se cumprir essas expectativas.

O Mito da Proteção de Energia

Muitos buscam maneiras de “proteger a energia”, como imaginar uma bolha ao redor do corpo. Embora essa prática possa dar a sensação de separação e permissão para não absorver o que é alheio, a verdadeira mudança vem de dentro.

Se a sua crença é que precisa dessa “bolha” para não ser drenado, a crença persistirá. O que importa não é a bolha em si, mas sim a sua crença de que você não precisa absorver a energia dos outros.

A verdadeira proteção de energia reside na sua escolha de ser autêntico, vulnerável e de se expressar. Se, ao ser quem você é, as outras pessoas sentem tensão e não gostam disso, essa reação não é sua responsabilidade gerenciar.

A dificuldade surge quando acreditamos que é nosso dever controlar o que as pessoas pensam ou que só nos sentimos seguros quando os outros estão bem. Essa crença, muitas vezes enraizada na infância, nos leva a um ciclo exaustivo.

O Triângulo da Codependência

Muitos *people pleasers* ficam presos no que pode ser descrito como o triângulo da codependência: o perpetrador (a pessoa controladora ou narcisista que não respeita limites), a vítima e o resgatador.

O *people pleaser* frequentemente assume o papel de resgatador, tentando proteger os outros da energia do perpetrador, para, assim, se sentir valioso. Isso o leva a se abandonar.

Se você se acostumou a não nutrir sua autenticidade por medo de desaprovação, precisa entender que sua responsabilidade não é gerenciar a opinião alheia.

Abraçando o Lado Sombrio para a Liberdade

A maior transformação ocorre quando você começa a abraçar o que chama de seu “lado sombrio” ou “sombra”. Você teme que ser autêntico e expressar o “eu” que não se encaixa no padrão (ser mais ousado, estabelecer limites, expressar vulnerabilidade) cause rejeição ou abandono.

No entanto, o oposto muitas vezes acontece: é ao abraçar essa autenticidade que você começa a ser genuinamente respeitado.

O “lado sombrio” não significa ser mau; significa ser corajoso o suficiente para ser real. É a parte de você que talvez não tenha sido incentivada a se manifestar porque exigia “perfeição” ou alívio de tensão para receber amor condicional.

Ao abraçar essa parte, você se liberta da caixa criada pelas expectativas alheias. Você para de tentar agradar e começa a se sentir mais vivo. A verdadeira liberdade está em não se prender à necessidade de controle sobre a percepção dos outros.

Fluxo, Autenticidade e Desapego ao Resultado

O estado de fluxo, onde a energia é alta e você está se divertindo, acontece quando você se permite ser a versão mais real de si mesmo, sem se prender ao resultado esperado. A energia performática, por outro lado, está sempre ligada a um resultado (visualizações, aprovação, etc.), o que é drenante.

É um paradoxo: você precisa estar confortável com a possibilidade de as pessoas não gostarem do seu “eu” real para que elas possam conhecê-lo de verdade.

A verdadeira mudança de energia de baixa para alta vibração, ou magneticidade, vem de se permitir ser autêntico em todas as situações – seja em um encontro, no trabalho ou em interações sociais – e largar o controle sobre como os outros reagem.

Perguntas Frequentes

  • O que causa a sensação de dreno energético ao estar perto de outras pessoas?
    Frequentemente, o dreno ocorre quando a pessoa não se permite ser autêntica, sentindo-se obrigada a performar, agradar ou aliviar a tensão alheia para obter aprovação.
  • Como a crença de “people pleasing” afeta a energia?
    A necessidade de agradar e buscar validação externa consome energia, pois exige um esforço constante para se adequar às expectativas dos outros, levando ao abandono do eu verdadeiro.
  • É necessário criar barreiras físicas para proteger a energia?
    Embora imaginar barreiras possa ser um símbolo útil para dar permissão temporária para se separar da energia alheia, a verdadeira proteção reside na crença interna de que você não precisa absorver o que não é seu.
  • Por que resistir a um comportamento pode fazê-lo persistir?
    A resistência ou aversão intensa a um aspecto de si mesmo (como o “lado sombrio” ou a possibilidade de desagradar) mantém uma carga energética que continua atraindo a experiência que se tenta evitar.
  • Qual a relação entre autenticidade e respeito?
    Ao se permitir ser a versão mais real e autêntica de si mesmo, mesmo que isso gere alguma tensão inicial, você atrai respeito genuíno das pessoas.

A jornada para se tornar a sua versão mais autêntica envolve desapego ao resultado e a coragem de abraçar aquilo que você teme que fará os outros se afastarem. Quando você se torna bom em lidar com qualquer desfecho, sem depender da aprovação alheia, você começa a vibrar em sua frequência mais alta.