Como identificar pessoas que sugam sua energia antes que entrem na sua vida

O Esgotamento Energético em Relações Sociais: A Chave para a Autenticidade

Você já se perguntou por que, ao interagir com certas pessoas, sente-se completamente esgotado? Ou por que, ao estar em locais públicos com muitas pessoas, essa sensação de dreno energético também se manifesta? Existem momentos em que, ao contrário, estar perto de indivíduos específicos lhe confere energia e liberdade para ser quem você realmente é.

E se existisse uma prática energética simples que pudesse transformar isso, permitindo que você se sentisse mais no seu poder, mais à vontade perto dos outros e sem ser energeticamente drenado? Isso é especialmente relevante quando estamos em ambientes de trabalho, com familiares ou amigos dos quais sentimos que precisamos estar por perto, mas que acabam nos deixando esgotados sem motivo aparente.

Muitas vezes, construímos a narrativa de que, por sermos pessoas que preferem a própria energia, sentimos esse esgotamento em público. Parte disso pode ser verdade, mas uma grande epifania pode mudar completamente nossa perspectiva sobre o assunto: o dreno de energia em público, ou mesmo ao interagir com certas pessoas, muitas vezes ocorre porque uma parte subconsciente de nós sente que precisa se comportar de uma maneira específica, diferente da nossa essência natural.

Observando aqueles que gostam de estar perto de outras pessoas, percebemos que eles geralmente são indivíduos que se permitem ser quem são, mesmo diante dos outros. Pense em amigos com quem você tem uma energia incondicional, onde pode dizer coisas “estranhas” e sabe que será visto com humor, sem se sentir julgado, permitindo-se expressar livremente. Isso também pode ser verdade com um animal de estimação, que não julga e oferece amor incondicional.

Em contraste, quando estamos com pessoas que nos fazem sentir limitados, tendemos a nos sentir mais exaustos. As pessoas frequentemente atribuem isso ao fato de que seus amigos são bons, mas todos os outros “querem algo” ou “os usam”. Contudo, essa dinâmica energética e essa história que contamos a nós mesmos tendem a atrair padrões semelhantes para nossas vidas.

A verdadeira mudança reside em abandonar a mentalidade de “nós contra eles” e reconhecer que a necessidade de parecer diferente ou de se encaixar em uma caixa, em vez de ser autêntico, é o que drena nossa energia. Essa limitação nos restringe a sermos nós mesmos apenas quando estamos sozinhos em nosso quarto ou em casa.

Ao darmos a nós mesmos mais permissão para sermos quem realmente somos em público, com novos amigos ou em geral, percebemos que começamos a nos sentir mais livres e a ter mais diversão. Uma grande libertação ocorre quando entendemos que gerenciar a opinião alheia sobre se gostam ou não de nós não é nossa responsabilidade.

A Origem do Comportamento de Sobrevivência

Essa percepção de precisar se moldar frequentemente tem raízes profundas, como experiências da infância. Em certos períodos, pudemos sentir que precisávamos ser “perfeitos” ou “andar em ovos” para sobreviver ou sermos aceitos. Isso pode ter sido desencadeado por um ambiente familiar controlador, onde as emoções de outra pessoa mudavam constantemente, forçando-nos a sintonizar o ambiente para nos mantermos seguros.

Essa energia de “andar em ovos” pode ser projetada inconscientemente em relacionamentos atuais. Sentimos que estamos em uma “caixa”, projetando como queremos ser percebidos, o que gera um sentimento de esgotamento, mesmo que a outra pessoa seja, na verdade, compreensiva e amorosa.

Por exemplo, o ato de reprimir gostos pessoais (como assistir a algo considerado “bobo”) por medo de ser julgado ou rejeitado, apenas reforça essa prisão energética. Percebemos que estávamos fazendo isso a nós mesmos, criando uma caixa onde nos sentíamos responsáveis por sermos aceitos ou amados de uma certa maneira.

Individuação e Autenticidade

Para romper com esse padrão, é essencial questionar nossa relação com os relacionamentos e com as pessoas em geral. Indivíduos com trauma relacional frequentemente só se sentem seguros quando fecham a porta de casa, pois é lá que se permitem ser eles mesmos.

O desafio é se dar permissão para ser a versão real de si mesmo em público, perto de conhecidos ou até mesmo de certos familiares. Ao fazer isso, você começa a se sentir mais livre.

A autenticidade, em vez da validação, é onde reside o poder. A validação é o que acreditamos precisar para sermos apoiados e aceitos. Não é mais nosso trabalho gerenciar o que os outros pensam de nós ou aliviar a tensão na vida alheia. Embora em alguns contextos, como ser terapeuta ou coach, sintonizar a energia dos outros seja útil (e em um certo equilíbrio), quando isso se torna um fardo para “consertar” os outros, leva ao esgotamento.

Quando criança, expandir a energia para incluir o ambiente pode ter sido uma necessidade de sobrevivência. Mas, ao trazermos esse mecanismo para a vida adulta, nos perguntamos constantemente: “Quem eu preciso ser? Como eu preciso ajudar?”. Isso cria pressão, pois nosso “trabalho” parece ser absorver a energia dos outros.

A chave é priorizar a autenticidade sobre a validação. Ao se validar como você é, independentemente da opinião alheia, você começa a receber um novo reflexo da realidade. Algumas pessoas podem não mais ressoar com essa versão autêntica, e isso é natural — é um filtro para a realidade. Em seu lugar, você pode atrair pessoas que se conectam com a sua versão mais genuína, seja ela mais direta, “esquisita” ou autêntica.

A Prática da Moldura (Frame Technique)

Uma das maneiras mais poderosas de recuperar seu poder é praticar a técnica da Moldura (*Frame Technique*), que ensina a sentir a separação entre você e as outras pessoas. Ao aprender a manter sua própria “moldura” energética, você deixa de dar sua energia ao se moldar ao que os outros esperam.

Isso inverte a dinâmica: em vez de sentir que são os outros que estão te drenando, você percebe que está escolhendo estar perto deles e escolhendo ativamente dar sua energia. Ao tomar sua energia de volta e colocá-la em si mesmo, você se dá permissão para ser quem você é.

Isso não significa que você não possa ter pensamentos ou interesses que outros possam considerar incomuns. O importante é não internalizar o julgamento ou a não aceitação como uma falha sua.

Perguntas Frequentes

  • Como a necessidade de validação afeta a energia pessoal?
    A busca incessante por validação exige que você aja de acordo com as expectativas alheias, o que esgota sua energia interna, pois você não está sendo autêntico.
  • O que é a técnica da Moldura (Frame Technique)?
    É uma técnica focada em aprender a sentir e manter a separação energética saudável entre você e as outras pessoas.
  • Por que me sinto mais energizado com alguns amigos do que com outros?
    Isso geralmente ocorre porque, com certos amigos, você se sente seguro para ser seu verdadeiro eu, sem medo de julgamento ou necessidade de se adaptar.
  • É possível que minha infância influencie meu dreno energético atual?
    Sim, padrões de comportamento desenvolvidos na infância para sobreviver, como andar em “ovos” ou tentar agradar para ser aceito, podem continuar ativos na vida adulta, gerando exaustão.
  • Qual a melhor forma de lidar com pessoas que parecem drenar minha energia?
    A melhor forma é focar em recuperar sua energia, dando a si mesmo permissão para ser autêntico, e entender que algumas pessoas podem se afastar naturalmente (filtragem) quando você se torna mais verdadeiro.

Ao priorizar a autenticidade sobre a validação, você começa a curar seu relacionamento com as interações sociais, sentindo-se mais livre e com mais energia.