Anunnaki e a Linha do Tempo Perdida da Humanidade

A Jornada das Civilizações Antigas: Da Suméria à Ascensão da Consciência

As antigas tábuas sumérias narram histórias dos deuses, suas aventuras, feitos e batalhas que culminaram na criação dos céus, da Terra e da humanidade. Muitas dessas narrativas são interpretadas como descrições dos planetas e da formação inicial do sistema solar, e, em muitos aspectos, as teorias parecem se encaixar.

No entanto, ao analisarmos a continuação dessas histórias, surge uma leitura diferente: a de que esses “deuses” não eram meras divindades, mas sim seres físicos que vieram à Terra e se envolveram na história humana.

Ao investigar as interpretações das tábuas sumérias, chegamos a um ponto crucial onde precisamos mudar nossa perspectiva sobre a natureza desses seres. Por muito tempo, observamos interpretações onde essas entidades são vistas como um método de contar histórias para explicar a formação do nosso sistema solar em termos de planetas, o universo elétrico e a teoria de Nibiru.

Mas, ao olharmos para a continuidade dessas narrativas, as interpretações mudam. Em textos como o *Enuma Elish* e muitas outras histórias sumérias, esses “deuses” são interpretados como seres físicos que desempenharam um papel na criação da humanidade. É por isso que a interpretação das tábuas é estranha, e por que os historiadores frequentemente preferem ver tudo como uma série de metáforas.

Na principal interpretação popularizada por Sitchin, esses seres vieram do planeta Nibiru. Contudo, outros estudiosos que também interpretam esses deuses como seres físicos, às vezes ignoram a menção a Nibiru e sugerem que eles vieram de outro lugar, como as Plêiades, que são mencionadas com frequência nas tábuas.

Enki, Enlil e a Criação Humana

O *Enuma Elish* termina com Enki (ou Ea) criando a humanidade sob comissão de Marduk. Em outras histórias sumérias, encontramos uma descrição semelhante, mas com Enlil no lugar de Marduk, pois Marduk substituiu Enlil na versão babilônica.

Enlil e Marduk são muito semelhantes; ambos são considerados líderes supremos dos Anunnaki. A principal diferença é que Marduk é filho de Enki, enquanto Enlil é seu meio-irmão. Aqui reside uma das maiores críticas ao trabalho de Sitchin: Enki aparece ora como um planeta, ora como uma divindade de carne e osso. É confuso, e cabe a nós explorar as possibilidades.

Para a continuidade deste artigo, usaremos o nome Ia para expressar o planeta e Anki para descrever o ser físico, lembrando que nos textos originais os nomes se sobrepõem. Aliás, a maioria das divindades mencionadas possui múltiplos nomes. Enki também é conhecido como Enkig, Nidimud e Ninsuku. Ele era o deus da água, da travessura, das artes, da sabedoria e da criação.

Seu irmão, Enlil (também Elil e Nunamir), era o deus do ar e considerado mais poderoso que qualquer outra divindade elemental, eventualmente sendo adorado como rei dos deuses. Enlil era filho de Anu. Juntos, Anu, Enlil e Enki formavam uma tríade que governava os céus, a Terra e o submundo (ou o universo, o céu e a atmosfera, e a própria Terra).

Anu era o Pai Celestial, e Enlil era o mais poderoso dos deuses mesopotâmicos depois dele, sendo o guardião das tábuas dos destinos que continham os fados de deuses e humanos.

Quem eram os Anunnaki e os Nephilim?

A palavra Anunnaki é derivada de Anu (o Pai Celestial), e é traduzida como “descendentes de Anu” ou “descendentes principescos”. Sitchin acreditava que eles eram a espécie que veio de além do nosso planeta.

Quanto aos Nephilim, a tradução hebraica original os traduz literalmente como “os caídos”. Muitos hoje interpretam isso como “anjos caídos”. Sitchin, por sua vez, traduziu como “aqueles que vieram de cima” ou que “aterrissaram aqui em algum tipo de nave espacial”, chamando-os de “o povo dos foguetes de fogo”.

Os Anunnaki são tidos como descendentes de Anu. Seus líderes mais proeminentes são Enki e Enlil. Há inconsistência sobre quantos eram e seus papéis exatos; por exemplo, no *Enuma Alish* há apenas um punhado de deuses apresentados, mas em outro momento, Marduk estabelece 600 Anunnaki na Terra e 300 no céu.

Os antigos hititas identificaram os Anunnaki como a geração mais antiga de deuses, que foram destronados e banidos para o submundo pelos deuses mais jovens — um eco da história dos Titãs gregos.

A Bíblia descreve os Nephilim como o produto da união dos “filhos de Deus” com as “filhas dos homens”, essencialmente criando uma espécie híbrida, um tipo de semideus.

Para os propósitos deste artigo, focaremos na representação dos Anunnaki como humanoides barbudos e altos, embora também haja representações reptilianas ou com traços de pássaros (interpretados por Sitchin como capacetes espaciais).

A Saga de Nibiru e a Criação da Humanidade

Cerca de 450.000 anos atrás, Nibiru, o planeta natal dos Anunnaki, começou a ter problemas. Devido à sua órbita excêntrica, o planeta estava ficando progressivamente mais frio e menos habitável. A solução encontrada pelos cientistas Anunnaki foi pulverizar grandes quantidades de ouro e liberá-lo em sua atmosfera para reter calor, criando um “recipiente de calor”.

Isso os levou a buscar ouro no nosso sistema solar, e eles descobriram grandes depósitos na Terra. A missão inicial envolvia enviar uma equipe de trabalhadores para a órbita da Terra para minerar ouro, estabelecendo uma estação em Marte para transportar o material de volta a Nibiru.

Após 100.000 a 150.000 anos de mineração, os trabalhadores Anunnaki se rebelaram contra seus chefes, cansados do trabalho.

Para resolver a crise, Enki sugeriu a criação de servos. Segundo o *Enuma Elish*, Anki criou humanos misturando argila (matéria terrestre, vida preexistente) com o sangue do rei morto Kingu (interpretado também como a Lua, mas aqui como um ser com DNA necessário para a genética humana). Isso sugere que os humanos surgiram da modificação de uma espécie hominídea anterior, como o *Homo erectus*.

Curiosamente, o surgimento do *Homo sapiens* há cerca de 200.000 a 300.000 anos coincide com a época da rebelião Anunnaki.

Enki, o “geneticista”, trabalhava para aperfeiçoar o genoma humano para criar uma espécie soberana, enquanto Enlil, o opressor, desejava manter os humanos como escravos estéreis para minerar ouro.

Em uma versão egípcia, a deusa Ninhersog (ou Ninma), ao tentar criar o humano perfeito, produziu vários protótipos defeituosos, ligando a história à narrativa bíblica da criação de Adão a partir do barro (*adamah* — solo vermelho-escuro, sangue).

A tentativa de Enki de nos dar consciência e a capacidade de pensar por nós mesmos é vista, na tradição judaico-cristã, como a tentação da serpente no Jardim do Éden, que nos deu o conhecimento do bem e do mal.

O Grande Dilúvio e o Fim de uma Era

O ápice do conflito entre Enki e Enlil culmina na ordem de Enlil para aniquilar a humanidade com um dilúvio. Enki, agindo como o “campeão da humanidade”, avisou Utnapishtim (o “arquiteto da arca” em outras versões), permitindo que ele e um grupo de sobreviventes se salvassem.

Evidências geológicas indicam que um evento catastrófico de inundação global ocorreu entre 13.000 e 8.000 anos atrás, devido ao derretimento rápido das calotas polares, o que corrobora a ideia de um dilúvio real que apagou grande parte da civilização anterior e deu origem a mitos de inundação em todo o mundo.

Após este evento, os Anunnaki se retiraram, deixando os sobreviventes humanos livres para se desenvolverem e reconstruírem a civilização.

As Civilizações Submersas: Mu e Atlântida

Sobreviventes de Moo (também chamada Lemúria ou Pacífica), uma avançada civilização insular que floresceu entre 50.000 e 12.000 anos atrás, migraram para outros continentes.

A lenda de Atlântida, descrita por Platão, também aponta para uma ilha no Atlântico, destruída por cataclismas há cerca de 11.600 anos — uma data que coincide com o fim da última Era do Gelo e o início do período Younger Dryas, quando ocorreram grandes flutuações climáticas e impactos de cometas.

Perguntas Frequentes

  • O que são as tábuas sumérias mencionadas?
    São registros antigos que contêm narrativas mitológicas sobre a criação do mundo, os deuses (Anunnaki) e a origem da humanidade, interpretadas por alguns como relatos históricos.
  • Como a teoria da criação humana se relaciona com a ciência moderna?
    A teoria sugere que houve uma modificação genética da espécie hominídea pré-existente por seres avançados, o que coincide com o surgimento repentino do *Homo sapiens* há cerca de 200.000 a 300.000 anos.
  • Qual a importância do sítio arqueológico de Göbekli Tepe?
    Sua datação (cerca de 12.000 anos atrás) desafia o consenso de que civilizações complexas surgiram apenas com a agricultura (Sumer), sugerindo que estruturas monumentais existiam muito antes.
  • Por que o evento Younger Dryas é relevante para essas narrativas?
    Este período de resfriamento abrupto e inundações globais há cerca de 12.800 anos coincide com os relatos de grandes cataclismos, como o fim de Atlântida e o Grande Dilúvio.
  • É possível que as histórias religiosas ocidentais sejam baseadas em mitos sumérios?
    Sim, há fortes paralelos, como a história da criação a partir do barro e a remoção de uma costela para criar a primeira mulher (Eva a partir de Adão), que se assemelham a relatos sumérios envolvendo Enki e Ninhersog.

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