Tudo Está Mudando Rápido. Eis Como Se Adaptar.

Exaustão Profunda: Entendendo e Transcendendo o Template da Cultura do “Hustle”

Se você se sente esgotado e sem energia atualmente, saiba que não está sozinho. Uma pesquisa recente revelou que impressionantes 91% das pessoas relatam sentir-se frequentemente exaustas, descrevendo como esse cansaço afeta suas vidas diárias.

Este artigo tem como objetivo ajudar a identificar a origem dessa exaustão e apresentar a habilidade essencial que precisamos dominar para recuperar a energia e a vitalidade em nossos corpos físicos.

A Natureza da Exaustão Atual

A fadiga que estamos abordando não é o cansaço normal que sentimos após um longo dia de trabalho ou um esforço físico considerável. Trata-se de algo mais profundo, proveniente de um template de energia antigo que ainda persiste em nosso planeta e em nossa consciência coletiva.

Embora esse template esteja em vias de desaparecer, ele é tão antigo e enraizado que estamos levando tempo para liberá-lo de nossos corpos e mentes. É dessa desconexão que a exaustão surge.

O Template Arquetípico em Ação

Para ilustrar como essa energia arquetípica se manifesta, podemos observar exemplos extremos de pessoas que levaram o conceito de “superação” ao limite.

Em 2006, um Navy SEAL iniciou uma das provas físicas mais extenuantes do planeta: a Ultramaratona Badwater, uma caminhada de 35 milhas pelo Vale da Morte na Califórnia, com temperaturas atingindo 54°C. Para se preparar, ele competiu em outras corridas, incluindo uma ultramaratona de 100 milhas, terminando esta última com sete dedos dos pés quebrados e urina com sangue devido à insuficiência renal. Sua esposa, enfermeira na época, enfaixou seus pés quebrados para que ele pudesse continuar o treinamento, o que resultou em úlceras abertas nos pés devido à imobilidade dos tornozelos pelo curativo.

Esse indivíduo relatou sentir-se como um cadáver ao iniciar a Badwater, mas completou a prova em pouco mais de 30 horas.

Um ano depois, em 2007, uma executiva estava ocupada expandindo sua empresa de mídia quando, subitamente, desmaiou, batendo o rosto, quebrando a maçã do rosto e cortando a cabeça. Ao acordar, estava em uma poça de sangue, com a filha ao lado. Exames confirmaram que ela desmaiou devido à extrema privação de sono e exaustão.

Essas histórias, embora distintas, revelam a energia arquetípica da cultura do “hustle” (agitação incessante) e a prática de forçar nossos corpos além dos limites físicos.

A Crença por Trás da Exaustão

Este template, profundamente enraizado em nossa consciência coletiva, nos ensina que:

  • É louvável para a mente forçar o corpo além de suas limitações.
  • Exaustão e privação de sono são uma medalha de honra.
  • Devemos continuar nos forçando sem parar.
  • A inteligência da mente é superior à inteligência do corpo.
  • Ser um workaholic leva a grandes feitos e que quanto mais se faz, mais sucesso se alcança.

Continuamos celebrando essas ideias, mas elas estão causando estragos em nossos corpos, pois a energia atual do planeta já não suporta esse tipo de vibração. Antes, era possível viver assim, construindo coisas e progredindo sob a égide dessa cultura de agitação, e a energia do ambiente era favorável a isso. Você podia literalmente se matar de trabalhar e seria visto como algo maravilhoso.

A Mudança Energética

A energia está mudando. O planeta Terra, um ser senciente em evolução, está ativamente “varrendo” de sua superfície qualquer energia que não esteja alinhada com sua nova frequência vibracional. Estamos passando por uma coevolução entre nós, o universo e o planeta.

Muitos de nós ainda têm esse template implantado, mesmo sem consciência plena. Tentar viver sob ele agora, sem o apoio energético e sem aterramento, gera uma pressão crescente sobre o corpo físico, pois a fundação energética para sustentá-lo desmoronou.

O autor reconhece que também está no processo de se desvencilhar desse template, sentindo-se, por vezes, agitado ao relaxar e com autojulgamento por descansar, sentindo que deveria estar fazendo mais. Isso inclui trabalhar para estabelecer limites mais amorosos, dizendo “não” a mais coisas e dizendo “sim” apenas ao que é certo, protegendo sua própria energia.

Um foco importante é aprender a respeitar a inteligência do corpo e suas pistas, algo que foi aprendido da maneira mais difícil após um *burnout* debilitante em 2021. É fundamental parar de deixar a mente ser o general que comanda o corpo e, em vez disso, escutar os sinais sutis, como o cansaço, que, se ignorados, podem levar a problemas físicos sérios.

O Novo Template: Centrado no Corpo

O novo template de energia é muito mais “body-centric” (centrado no corpo). Ele reconhece que a inteligência do corpo é tão perspicaz quanto a inteligência da mente e que o corpo possui orientações valiosas. O corpo pode ser um mestre, não apenas a mente.

Isso representa uma inversão de valores, já que o template anterior via o corpo apenas como um “invólucro de carne” que deveria ser dominado pela força mental e resiliência. Agora, a energia está se invertendo, valorizando a inteligência corporal.

O novo template é mais suave, fluido, menos agressivo e violento com o corpo. Ele utiliza a inteligência corporal para nos guiar na vida, em contraste com o antigo template egocêntrico e mentalmente impulsionado.

É um desafio desenterrar as raízes desse velho template, que se manifesta em nós através da fascinação por histórias de superação extrema, como a de David Gogggins. A admiração inicial por tal façanha se transforma em tristeza ao perceber que tais feitos são, na verdade, uma perpetuação de um template autoagressivo, muitas vezes ligado a traumas não resolvidos da infância. O ato de se infligir dor física intensa, como no exemplo de Gogggins, é uma recriação de traumas passados, não um verdadeiro crescimento evolutivo.

Mesmo no caso de Ariana Huffington, que mudou sua abordagem após o colapso por exaustão em 2007, ela começou a se alinhar a este novo template muito antes da maioria das pessoas, focando em gerenciar sua energia.

É crucial entender que ir além das capacidades não significa se torturar ou levar o corpo ao limite, desrespeitando o vaso físico em que encarnamos. O crescimento pode ocorrer sem autossabotagem. A mentalidade de “sem dor, não há ganho” pertence ao velho template e não é mais apoiada pela nova energia.

A Habilidade Crucial: Adaptabilidade

Diante da mudança energética, a habilidade primária e crucial que devemos dominar é a adaptabilidade. Não podemos continuar repetindo padrões que não funcionam mais, especialmente se estão nos prejudicando.

Precisamos nos adaptar rapidamente a esta nova energia, de forma que trabalhe a nosso favor. Quando nos alinhamos à nova frequência, os níveis de exaustão em nossos corpos começarão a diminuir.

A exaustão, frequentemente vista como um sinal de que algo está errado conosco, na verdade, é um dos principais recursos de comunicação do corpo. Se o corpo e a alma sinalizam que não estamos ouvindo, a exaustão surge como um mecanismo para forçar a parada, exigindo que nos tornemos adaptáveis.

O cansaço pode ser o corpo sussurrando: “Há um jeito diferente de viver; é hora de me escutar.” Ao parar e escutar, o corpo pode revelar onde devemos realmente gastar nossa energia.

Aprender a trabalhar com a inteligência do corpo, que é diferente da inteligência mental, leva tempo. No entanto, a abertura para aprender é o passo mais importante. Declarar essa abertura ao universo permite que sinais, sincronicidades e nova inteligência surjam para nos guiar no novo caminho.

Com a transição energética, podemos criar uma vida de sucesso e realização sem depender da energia agressiva do passado. O novo caminho permite atrair as oportunidades certas seguindo as pistas do corpo, da intuição e da alma, executando tarefas com alegria e leveza, sem esgotar o “chi” (energia vital).

Evoluir significa sair da zona de conforto de forma consciente, mas sem autolesão ou perpetuação de padrões traumáticos infantis, fingindo que a autodestruição é crescimento.

Perguntas Frequentes

  • O que causa a exaustão profunda descrita?
    A exaustão profunda é atribuída a um template de energia antigo, associado à cultura do “hustle” (agitação incessante), que não é mais suportado pela energia atual do planeta.
  • Qual a principal habilidade para lidar com essa nova energia?
    A habilidade crucial é a adaptabilidade, ou seja, a capacidade de se ajustar rapidamente à nova frequência energética e mudar os padrões de comportamento que levam ao esgotamento.
  • Como o corpo comunica que o velho template não funciona mais?
    O corpo utiliza a exaustão como uma das principais formas de comunicação para forçar a parada e indicar a necessidade de mudança de hábitos e alinhamento com o novo template.
  • É possível evoluir sem se forçar além dos limites físicos?
    Sim. A evolução envolve sair da zona de conforto, mas o novo template preza pela inteligência corporal, o que significa crescer sem recorrer à tortura ou desrespeito físico.
  • O que caracteriza o novo template energético?
    O novo template é mais suave, fluido, valoriza a inteligência do corpo igualmente à inteligência da mente, e foca em atrair oportunidades alinhadas com as pistas intuitivas do corpo.