Como Perdoar o Imperdoável: O Verdadeiro Ho’oponopono Explica

O Verdadeiro Perdão na Visão do Ho’oponopono: Como Perdoar o “Imperdoável”

Este artigo explora a profunda diferença entre o conceito de perdão da cultura ocidental e a perspectiva do verdadeiro Ho’oponopono, focando em como o perdão é, essencialmente, um ato de autolimpeza e amor incondicional.

Perdão: Sentir, Não Apenas Entender

Muitas vezes, tentamos lidar com situações difíceis e pessoas que nos magoaram buscando um entendimento intelectual do perdão. Contudo, o perdão genuíno, especialmente sob a ótica do Ho’oponopono, não é algo que se absorve apenas com o intelecto; é um conhecimento que deve ser sentido, experienciado e vivido pela alma.

É comum sentir a vontade de perdoar, sabendo que deveria fazê-lo, mas encontrar uma barreira interna que impede esse sentimento. Este bloqueio geralmente decorre da manutenção de memórias emocionais antigas.

A Visão do Verdadeiro Ho’oponopono sobre o Perdão

A visão do Ho’oponopono sobre o perdão difere significativamente da filosofia ocidental, que frequentemente opera sob a ótica de vítima, culpado e punição.

No contexto do Ho’oponopono, o ato de pedir perdão não visa identificar acertos, erros, vítimas ou culpados, nem buscar punição. Ele é definido como:

* Amor e Dualidade: O verdadeiro Ho’oponopono é baseado no amor e transcende qualquer conceito de dualidade.
* Ato de Humildade: O perdão é um ato de humildade.
* Pedido à Divindade: É um pedido enviado à Divindade para que ela limpe todas as memórias que ainda residem dentro de você e que estão ligadas à experiência dolorosa.

Memórias e a Responsabilidade Infinita

Quando nos sentimos feridos, nossa reação instintiva é culpar o outro, posicionando-nos como vítimas. No entanto, o verdadeiro Ho’oponopono ensina que não há vítimas nem culpados; todos são o *Atma* (a alma, a consciência infinita e ilimitada) e assumem 100% de responsabilidade por aquilo que atraem.

Se algo nos fere emocionalmente, a perspectiva do Ho’oponopono é que nós somos 100% responsáveis por atrair aquela pessoa ou experiência para nossa vida. Isso significa que a experiência, embora dolorosa, tem algo a nos ensinar ou a nos dizer, sendo uma bênção ou uma lição para a nossa evolução.

A dificuldade em perdoar reside na existência dessas memórias. Memórias são registros emocionais de dor e sofrimento do passado, armazenados no subconsciente e nas células. Estudar sobre o perdão é inútil se essas memórias não forem limpas, pois elas continuam ativando a dor e a postura de vítima, mesmo quando racionalmente entendemos o conceito de que “a alma escolheu o desafio”.

O processo de limpeza dessas memórias é o que permite que o perdão brote do coração de forma espontânea e genuína.

O Que o Perdão Não É

É crucial entender o que o perdão, na prática do Ho’oponopono, não significa:

* Não significa concordar com a situação ou a pessoa.
* Não significa pedir desculpas.
* Não significa que um lado estava certo e o outro errado.

O perdão, na verdade, é um ato de autocura. É sobre se libertar, dar a si mesmo uma segunda chance para ser mais feliz, viver com mais leveza e amor.

Perdão e Limites: A Não Permissão

Uma dúvida comum é se é possível perdoar alguém e, ainda assim, não querer mais conviver com essa pessoa. A resposta é sim.

O perdão não é permissão. Você pode limpar as memórias associadas à situação e à pessoa, reconhecendo seu papel nesse aprendizado, mas se perceber que a convivência contínua com aquela pessoa gerará o mesmo tipo de sofrimento, você tem o livre arbítrio de seguir seu caminho, deixando que o outro siga o dele. O perdão é voltar para dentro, curar-se e reconectar-se com o amor, o que garante sua liberdade.

A Prática da Limpeza e da Gratidão

Para sentir essa energia de perdão, é essencial limpar as memórias que impedem a leveza. Ao assumir a responsabilidade pelas experiências, o peso emocional se transforma em poder de libertação.

Para auxiliar neste processo, práticas de meditação e o uso do *Atma Mantra* são fundamentais, envolvendo a repetição de frases de conexão com o divino criador:

* “Sinto muito.”
* “Me perdoe.”
* “Eu te amo.”
* “Sou grata.”
* “Eu sou luz. Eu sou amor. Eu sou o *Atma*. Eu tenho 100% de poder.”

A palavra do dia sugerida reforça a prática contínua: **Perdão**. Lembre-se que perdão é limpeza, leveza, liberdade e amor.

Perguntas Frequentes

  • O que é o Atma Mantra?
    São as frases base do Ho’oponopono (“Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grata”) utilizadas para limpar memórias e se reconectar com a essência divina.
  • Como as memórias afetam o perdão?
    As memórias emocionais armazenadas no subconsciente reativam sentimentos de dor e vitimização, impedindo que o perdão, que é um sentimento genuíno, se manifeste plenamente.
  • Por que o Ho’oponopono enfatiza 100% de responsabilidade?
    Assumir 100% de responsabilidade significa reconhecer que você atraiu a experiência para si como uma oportunidade de aprendizado ou cura, o que transfere o poder da vitimização para o poder da autocura.
  • É possível perdoar e ainda assim estabelecer limites com alguém?
    Sim. Perdoar é um ato interno de cura e libertação das cargas emocionais passadas. Não é uma permissão para manter relacionamentos que continuam gerando sofrimento.
  • Qual a melhor forma de integrar o perdão na prática diária?
    Através da limpeza constante das memórias usando as ferramentas do Ho’oponopono, reconhecendo que o perdão se manifestará naturalmente à medida que a limpeza ocorre.